Convulsão e epilepsia

Uma das principais causas de busca ao consultório do neurologista, e tema de grande aflição da família.

Primeiramente devemos ter certeza do diagnóstico, visto que existem situações que são similares a convulsão, e em que o tratamento é bastante diferente. Para tal, são necessários dados como, fatores desencadeantes, características do episódio com dados bem específicos (movimento dos olhos, postura do corpo e membros, se teve inicio em algum segmento do corpo), podendo incluir filmagens da família e algumas vezes exames complementares (como eletroencefalograma ou videoeletroencefalograma). Algumas situações são mais complicadas, como no período neonatal, aonde o cérebro ainda não está bem formado, apresentando movimentos menos “organizados”, sendo a distinção ainda mais difícil.

Qualquer pessoa pode desenvolver epilepsia, em qualquer momento da vida. Acontece em pessoas de todas as idades, raças e classes sociais. A epilepsia é mais comumente diagnosticada em crianças e em pessoas com mais de 65 anos. Estima-se uma frequência de 1 em cada 100 pessoas apresentem epilepsia.

Destaco ainda que a maioria dos pacientes com epilepsia apresenta “vida normal”, aonde frequentam escola/faculdade/trabalho, sem grandes repercussões em suas rotinas. O tratamento com medicamentos ou às vezes com cirurgia pode controlar as convulsões para a maioria das pessoas com epilepsia. Algumas pessoas precisam de tratamento vitalício para controlar as convulsões, mas para outras, as convulsões acabam desaparecendo. Algumas crianças com epilepsia podem superar a condição com a idade.

O que fazer durante uma crise convulsiva:

• Mantenha-se calmo e acalme as pessoas ao seu redor;

• Evite que a pessoa caia bruscamente ao chão;

• Acomode o indivíduo em local sem objetos dos quais ela pode se debater e se machucar;

• Utilize material macio para acomodar a cabeça, como por exemplo; um travesseiro, casaco dobrado ou outro material disponível que seja macio;

• Posicione a pessoa de lado de forma que o excesso de saliva ou vômito (pode ocorrer em alguns casos) escorram para fora da boca;

• Afrouxe um pouco as roupas para que a pessoa respire melhor;

• Permaneça ao lado da vítima até que ela recupere a consciência;

• Ao término da convulsão a pessoa poderá se sentir cansada e confusa, explique o que ocorreu e ofereça auxílio para chamar um familiar. Observe a duração da crise convulsiva, caso seja superior a 5 minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica.

O que não deve ser feito durante a crise convulsiva: 

• Não impeça os movimentos da vítima, apenas se certifique de que nada ao seu redor irá machucá-la;

• Nunca coloque a mão dentro da boca da vítima, as contrações musculares durante a crise convulsiva são muito fortes e inconscientemente a pessoa poderá mordê-lo;

• Não jogue água no rosto da vítima.


Para ler mais: https://www.epilepsy.com/learn/about-epilepsy- basics/what-epilepsy - http://epilepsia.org.br/mitos-e- verdades-de- epilepsia/

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