Exposição a televisão e internet por adolescentes e crianças

As crianças de hoje crescem imersas na mídia digital, que tem efeitos positivos e negativos sobre o desenvolvimento saudável.

Os estudos populacionais continuam a mostrar associações entre a visualização excessiva de televisão na primeira infância e atrasos cognitivos, linguísticos, sociais e emocionais, possivelmente resultado também das diminuições na interação pai-filho quando em frente à televisão.

Crianças com menos de 2 anos precisam de exploração prática e interação social com cuidadores confiáveis ​​para desenvolver suas habilidades cognitivas, linguísticas, motoras e social-emocionais. 

Estudos indicam que, neste grupo, aonde o cérebro é mais vulnerável, o uso inadequado das mídias tem como consequências: distúrbios de sono (como insônia, por exemplo), obesidade, exposição ao comportamento de bullying e experiências sexuais precoces. O marketing de produtos de risco, tais como, álcool, tabaco, maconha e jogos de azar, podem exercer maior influência nesse público.

É consenso da Academia Americana de Pediatria (AAP) e da Academia Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência o monitoramento por parte dos pais e responsáveis das mídias sociais, visando o uso adequado e saudável destas. As recomendações são que pais e cuidadores desenvolvam um plano de mídia familiar que leve em conta as necessidades de saúde, educação e entretenimento de cada criança, com uso racional, limitando o uso da tecnologia por até duas horas diárias e de desencorajar em crianças menores de dois anos.  

Alguns meios de comunicação podem ter valor educacional para as crianças a partir de 18 meses de idade, mas é extremamente importante que esta seja uma programação de alta qualidade.

Ressalto ainda que as família devem conversar e orientar sobre os riscos na internet e sobre os cuidados com estranhos, bem como já o fazem para os perigos da “rua”.

O uso de mídia dos pais é um forte influenciador de hábitos de mídia infantil, visto que os pais são os maiores exemplos dos filhos. Sendo conhecido que a redução do uso de mídia dos responsáveis e melhoria das interações entre pais e filhos gera mudança de comportamento com as mídias pelos filhos, bem como a relação familiar.

Portanto, não abuse da TV e do celular na frente dos filhos. Brincar mais vai fazer uma enorme diferença na formação das nossas crianças.

Fonte: Academia americana de pediatria e Pediatrics.

Leia mais em: https://www.aap.org/en-us/about-the-aap/aap-press-room/pages/american-academy-of-pediatrics-announces-new-recommendations-for-childrens-media-use.aspx

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