
Uma das queixas mais frequentes no consultório do neurologista infantil é “meu filho é agitado”. Mas será que realmente é uma doença ou é apenas parte da personalidade do paciente?
O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento definido por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade. Desatenção e desorganização envolvem incapacidade de permanecer em uma tarefa, aparência de não ouvir e perda de materiais em níveis inconsistentes com a idade ou o nível de desenvolvimento. Hiperatividade-impulsividade implicam atividade excessiva, inquietação, incapacidade de permanecer sentado, intromissão em atividades de outros e incapacidade de aguardar - sintomas que são excessivos para a idade ou o nível de desenvolvimento.
O TDAH está habitualmente associado a desempenho escolar e sucesso acadêmico reduzidos, rejeição social e, nos adultos, a piores desempenho, sucesso e assiduidade no campo profissional e a maior probabilidade de desemprego, além de altos níveis de conflito interpessoal.
Mas como diferenciar um paciente com TDAH e o comportamento próprio da idade? Somente através da avaliação de um neurologista infantil, evitando assim tratamentos desnecessários ou mesmo as possíveis complicações inerentes do transtorno.
Sugestões de leitura: "No mundo da Lua, de Paulo Mattos" e "Nem tudo é deficit de atenção, de Maria Augusta Montenegro".